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sábado, 28 de agosto de 2010

Mural de D.J. Oliveira, da UFG, é tombado

Parte da fachada do prédio onde funciona o Restaurante Universitário (RU), com os painéis de D.J. Oliveira. Fotografia: Emílio Caetano
Em meio à espera do início das obras de restauração, a Secretaria Municipal da Cultura, da Prefeitura de Goiânia, deu início ao processo de tombamento dos painéis que formam o mural, na entrada do Restaurante Universitário (RU) . Resolução publicada no Diário Oficial do Município, da prefeitura de Goiânia dá detalhes do processo:

O tombamento do mural, entre outras coisas, impede que o mesmo seja destruído, já que possui um reconhecimento oficial.

O documento está disponível em: http://www.goiania.go.gov.br/Download/legislacao/diariooficial/do20100323.pdf

segunda-feira, 21 de junho de 2010

D. J. Oliveira e a gravura em ferro

Morando em Goiás, longe dos centros fornecedores de materiais artísticos, sofisticados, entre eles os de gravura em metal, D. J. Oliveira, embora conhecedor dos processos de gravura em cobre, por meio de curso realizados na Espanha, optou poe explorar as possibilidades do ferro. Além da distância geográfica de Goiás com o sudeste do país ainda o estado enfrentava a crise econômica e a política interna ditatorial.
O ferro resulta num modo peculiar de produção de gravura. Isso porque, como relada Edna Goya em sua tese sobre o processo criativo de D. J. Oliveira, a matriz de ferro exige que a impressão ocorra imediatamente após a entintagem e limpeza da matriz. Caso isso não ocorra, o ferro oxida e resulta em uma variação cromática, inviabilizando os brancos que são obtidos na gravura em metal. Após a familiarização com o material, D. J. Oliveira passa a produzir gravuras em ferro com diferenças interessantes em relação as impressões em cobre. Ao contrário das impressões feitas com matriz de cobre, as de ferro, feitas por D. J. são de pouca luminosidade, com um contraste entre preto e branco, suaves, com figuras com contornos imprecisos, linhas disformes, delicadas e com rebarbas. A oxidação do ferro, ou ferrugem, em decorrência contato com o ácido nítrico, utilizado na gravação, causa uma autogravação da matriz, que foge ao controle no rigor que requer a gravura em metal (exigido pela tradição da gravura em metal) e proporciona o inesperado, o não previsto, o impreciso e a surpresa no resultado da impressão. O resultado é uma interferência na tonalidade das áreas gravadas e na brancura do papel. D. J. Oliveira acabou por motivar outros artistas, que passaram a trabalhar com matriz em chapa de ferro. Professor de Desenho, Pintura e Gravura estimulou através da Escola Superior de Arte – Escola Goiana de Belas Artes (EGBA) a formação de vários artistas, de forma direta ou indireta. Segundo Edna Goya, a experiência de D. J. Oliveira com as gravações em matriz de ferro levou os gravadores goianos a se dividirem em dois grupos: os gravadores em ferro, orientados por D. J. Oliveira e os gravadores em cobre, orientados por Cléber Gouveia e Ana Maria Pacheco.

Fonte: GOYA, Edna. A gravura como meio de comunicação: processo de criação de D. J. Oliveira. Disponível em: www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2582 acesso em junho de 2010.

sábado, 29 de maio de 2010

O Painel Três Bicas em Luziânia, de D.J. Oliveira

Painel Três Bicas. Foto de Arley da Cruz, 2007.

Vista dos painéis. Foto de José Alfio, 2007.

Monumento das Três Raças. Foto de José Alfio, 2007.

A representação do Indígena no painel. Foto de José Alfio, 2007.

Representação do Bandeirante no painel. Foto de José Alfio, 2007.

Em sua dissertação de mestrado, intitulada "D.J. Oliveira e a paisagem de Luziânia, no Painel Três Bicas", José Alfio da Silva estuda a obra do artista D.J. Oliveira, realizada na cidade de Luziânia, cidade em que o artista morou e teve seus ateliês: Pintura, Mural e Gravura. O Painel Três Bicas foi feito em 1994, na técnica de pintura em azulejos vitrificados, com a utilização de pigmentos minerais, através de sucessivas queimas, em forno elétrico. A queima atinge a escala dos 1.200 graus Celsius, conforme explica Alfio Silva em seu texto (2007).

O painel fica localizado na Praça Raimundo de Araújo Melo, no centro de Luziânia, e segundo Alfio Silva remete às estruturas arquiteturais presentes na construção de Brasília. A praça é conhecida como Três Bicas, que segundo Alfio Silva, devido uma nascente que servia de fonte pública para os antigos moradores da cidade.

Sua estrutura consiste nos pilotis (colunas) e as duas plataformas feitas em concreto armado, na forma de dois semicírculos, opostos, com um espelho d'água no centro, que reflete o painel. No centro do espelho d'água ergue-se um monobloco de três faces em que aparecem representadas figuras humanas que lembram as "três raças" que formaram a civilização local.

No painel encontram-se elementos que estão associados a história da cidade de Luziânia e que são apontados por Alfio Silva como emblemas dos meios de habitação, instituições sociais, políticas e religiosas que configuraram os contextos históricos e culturais da cidade. Esses elementos estão representados nas figuras que Alfio Silva aponta como Indígena, Bandeirante, Escravos, Carro de bois, Arraial, Vaqueiro, Cadeia Velha, Sobrado, Fiandeira, Tamboril, Músicos, Irmandades Religiosas, Pensão do Sr. Juca da Ponte, Igreja do Rosário, Festa do Divino, Carregadores de Água, Escola, Historiadores e Dom Bosco.

Essas representações remetem ao imaginário e a importância que lhes são atribuídas na história do lugar. Por exemplo, o Indígena está, como detalha Alfio Silva, em um ambiente cercado de árvores e animais selvagens, indicando uma natureza ainda intocada pelos pés do colonizador. Já o bandeirante é apresentado após uma sequência em que se vê a perseguição indígena e é mostrado elevando suas mãos ao céu, numa atitude de louvação, como se esboçasse um grito de glória pela quantidade de ouro encontrado. Na parte superior, ao lado do bandeirante, é mostrada uma fila de escravos negros acorrentados.


O texto de Alfio Silva é boa fonte para quem quiser se aprofundar na história da arte goiana e na história produtiva do artista. Poderá conhecer a história da cidade, sobre o painel e sua relação com a história de Luziânia. Alfio Silva nasceu na cidade de Luziânia-GO, em 28 de Setembro de 1960. Trabalhou com D.J. Oliveira nos anos de 1975 e 1976, com impressão de gravuras, e possui produção artística em tela, tendo o Museu de Artes de Goiânia obra sua no acervo. Mais informações sobre Alfio Silva podem ser encontradas em: http://www.goiania.go.gov.br/sistemas/scmag/asp/scmag00004w0.asp?cd_autor=16
O trabalho de Alfio Silva sobre o Painel Três Bicas, de D. J. Oliveira, está diponível em: HTTP://www.ida.unb.br/dissertacoes-defendidas/doc_download/75-dj-oliveira-e-a-paisagem-de-luziania-no-painel-tres-bicas

terça-feira, 4 de maio de 2010

Queimando arte

















Uma obra de Siron Franco foi queimada em Goiânia: trata-se de uma série de tigres moldados em ferro e acoplados a um tronco de madeira. O tigre é o símbolo de um time de futebol da capital goiana, o Vila Nova. A obra que foi doada pelo artista e ficava no estacionamento do clube foi feita, segundo informações da imprensa, sem que o artista cobrasse nada. Segundo reportagem do jornal O Popular, do dia 04 de maio, o artista disse que a obra "foi uma doação para o Vila Nova. Se alguém não gostava da escultura poderia retirá-la. Queimá-la já é uma falta de respeito". Ao que parece a queima da obra tem ligação com disputas entre dirigentes atuais do clube e membros da gestão anterior. Uma grande quantidade de torcedores do clube se manifestaram favoráveis à ação, já que consideravam a obra "feia".

Siron Franco é um dos artistas mais conhecidos do estado de Goiás e sua formação como artista passa por D.J. Oliveira, de quem foi aluno. O episódio incrementa o debate sobre a relação da sociedade com o patrimônio artístico.
Referências: Fotografia de Sebastião Nogueira publicada em O Popular (04/05/2010)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Palestras na Faculdade de Artes Visuais - UFG

Esse ano foram realizadas duas palestras para as turmas dos cursos de artes visuais: Bacharelado e Licenciatura, da Faculdade de Artes Visuais, da Universidade Federal de Goiás. Depois de apresentarmos o projeto de recuperação do mural da UFG de D. J. Oliveira, falamos sobre a importância do desenvolvimento da consciência de preservação da memória artítica e cultural. Isso inclui tanto os aspectos materiais quanto imateriais, que podem ser objetos, fotografias, ou outra produção qualquer.
Também apresentamos o nosso blog e planos de trabalho para esse ano, incluindo a realização de documentário, contendo entrvistas com os membros da comissão: artística e técnica.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Versão do projeto de proteção do painel D.J. Oliveira

Ocorreu hoje (21 de setembro de 2009) a reunião com a equipe responsável pela restauração e feitura da estrutura de proteção do mural da UFG de D.J. Oliveira. Foi apresentado uma versão do projeto de proteção do mural, em oito vistas. Como já vimos em posts anteriores, além do projeto de restauração, com a licitação de uma empresa responsável por este trabalho, está envolvido também o de proteção. Ela é de fundamental importância, pois vai ao encontro das necessidades de ver esse patrimônio de nossa universidade e de nosso estado sendo preservado de modo diligente. Essas imagens, geradas por computador, estão passíveis de serem mudadas, já que o projeto envolve uma equipe integrada, por componentes de várias áreas, e que sempre discutem os vários aspectos do mesmo. As previsões de início da obra estão previstas para dezembro de 2009, com finalização prevista para agosto 2010 a obra esteja pronta por inteiro.










Versão do projeto de proteção do mural, elaboradas pela equipe do CEGEF - Centro de Gestão do Espaço Físico/UFG, coordenado pelo professor Marco Antônio. Vista de vários ângulos, diurna e noturna. (imagens: CEGEF/UFG)













sábado, 15 de agosto de 2009

Mural: Antes de ontem, ontem e hoje – Pequena introdução

O nosso blog tem como foco principal o acompanhamento e documentação do processo de restauração do mural da UFG, de D.J. Oliveira. Como a arte muralista passou a fazer parte da arte em Goiânia?
Em primeiro lugar precisamos nos lembrar do percurso da arte no século XX, com as vanguardas cubistas, surrealistas, futuristas, etc. Essas vanguardas, do início do século passado, tinham a forma como uma de suas maiores preocupações. Todas essas investigações formais iriam influenciar um outro movimento também desse século - o Muralismo. As pinturas em parede são comuns em várias culturas e sociedades e encontramos referências até nas pinturas feitas em cavernas há milhares de anos. Já são vistos em paredes de templos e tumbas no Antigo Egito, na Grécia, nas cidades do império romano, como Pompéia, e nos afrescos do renascimento.
No século XX, o movimento muralista teve grande força, principalmente no México, com artistas como José Clemente Orozco (1883 – 1949), Diego Rivera (1886 – 1957), David Alfaro Siqueiros (1896 -1974). O Muralismo Mexicano teve forte impacto em toda a América Latina, influenciando vários artistas e tendo estreitos laços com os movimentos da esquerda política. O movimento, no México, tinha temáticas de forte cunho social e ideológico, uma preocupação com os trabalhadores, abordando a exploração capitalista, as origens indígenas e a colonização espanhola.
No Brasil vários artistas foram influenciados por este movimento, como Cândido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti dentre outros. Assim as influências do Muralismo se estendem por todo o país, levando muitos artistas modernistas a possuírem mais uma variante técnica em sua obra. D.J. Oliveira é um exemplo: pintor e gravador teve influência tanto dos muralistas mexicanos quanto de Cândido Portinari.

Alguns murais e muralistas:

José Clemente Orozco
Nasceu em 1883, em Ciudad Guzmán, Jalisco, no México e morreu no México, em 1949. Frequentou a Academia de Bellas Artes de San Carlos e a Escuela Nacional Preparatória, no curso de arquitetura. Sua obra aborda a revolução, o povo e o sonho de se construir uma sociedade nova.

Deuses do Mundo Moderno, detalhe do mural O Épico da Civilização Americana. Detalhe do mural de José Clemente Orozco na Biblioteca Baker, Dartmouth College, Hanover, New Hampshire.








Essas pinturas no mural (aqui um detalhe)retratam uma intrincada e atraente narrativa que abrange a história das Américas, que começa com o aztecas no México e terminando com o desenvolvimento da nossa sociedade industrial moderna. O mural compreende 24 cenas e aproximadamente 3,200 metros quadrados. (Fonte).

Diego Rivera
Rivera nasceu em Guanajato, em 1886 e morreu em 1957. Estudou na Academia de Bellas Artes de San Carlos, no México, e viajou para a Europa aos 21 anos, com uma bolsa de estudo, onde ficou até 1921. Conhece os principais movimentos artísticos da época, como o cubismo e o surrealismo e viaja por diversos países. Se encontrou com Picasso, conheceu Juan Gris e teve influências deste artista.



Mural de Diego Rivera, O homem numa encruzilhada / O homem controlador do universo, Palacio de Bellas Artes, México, 1935.

Este mural intitulado El hombre en una encrucijada foi encomendado 1930. Já muito afamado Rivera recebe encomendas de murais para o Detroit Institute of Arts e para o Rockefeller Center de Nova York. O mural encomendado pelo Rockefeller Center foi batizado por Rivera como “Homem na encruzilhada”. A obra apresenta o cenário ideológico da época, um embate de dois sistemas econômicos de produção: o capitalista e o socialista. Depois de receber inúmeras críticas por ter Rivera incluído o rosto de Lênin na mesma, Rockefeller Jr. tomou-a como ofensa e a pintura foi coberta por um tempo e finalmente destruída. Posteriormente o pintor reconstruiu-a no Palácio de Belas-Artes, na Cidade do México sendo então rebatizado de “O homem controlador do universo”, mas desta vez com algumas modificações, como por exemplo, a presença de Rockefeller Jr de maneira um tanto quanto sinistra, enigmática. Portanto, ironicamente do lado esquerdo do mural encontra-se Rockefeller Jr engravatado e semi-encoberto por uma grande hélice, cercado por pessoas comuns e ostentando um enorme anel de ouro. Também estão retratados Charles Darwin, Vladmir Lênin, Leon Trotsky e Karl Marx.
Fonte: RUSSELL, André. Lênin apagado: Diego Rivera e o muralismo bolchevique. Disponível em: http://www.historianos.art.br/. Acesso em 2009.

Cândido Portinari
Candido Portinari nasce no dia 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, no interior do Estado de São Paulo, morreu em 6 de fevereiro de 1962, intoxicado pelas tintas. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Parte em 1929 para Paris, onde permanece até 1930.Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, decide ao voltar ao Brasil, no início de 1931, retratar em suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo à ciência antiga da pintura, uma personalidade moderna e experimentalista.


Desbravamento da Mata
1941
Pintura mural a têmpera
316 x 431cm
Washington, D.C.
Assinada e datada no canto inferior esquerdo "PORTINARI 1941"
Library of Congress, Washington, D.C.,USA


Os murais de Portinari possuem uma identificação com os temas da pátria, como os ciclos econômicos, a chegada dos portugueses ao Brasil, os heróis nacionais como Tiradentes, a exploração da mão de obra escrava tanto dos povos indígenas quanto dos negros. Nesse mural, “Desbravamento da Mata”, Portinari retrata as entradas rumo ao oeste das terras brasileiras, então colônia de Portugal, as Bandeiras. Fonte: http://www.portinari.org.br/

Di Cavalcanti
Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Falece no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1976. Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo de Mário e Oswald de Andrade. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro.



Murais de Di Cavalcanti no Teatro João Caetano (Detalhe). Óleo sobre parede. 4,5 x 5,5m. 1931.


Apesar de sua obra ser predominantemente de pintura em tela, Di Cavalcanti também realizou alguns murais, como este. Os painéis de temática musical do pintor Di Cavalcanti foram pintados a óleo diretamente sobre a parede do foyer superior. As datas 1931 e 1964 grafadas sob a assinatura registram respectivamente o ano da pintura e o da intervenção feita pelo autor mesmo. Na obra estão presentes as características que irão se tornar assinatura de sua obra: As formas volumosas das figuras, o bronzeado dos personagens numa referência clara à miscigenação e uma das, ou talvez a temática predileta: as mulatas.

Fontes:http://www.dicavalcanti.com.br/ http://www.inepac.rj.gov.br/

D.J. Oliveira
Já conhecemos a biografia de D.J. Oliveira e as imagens do mural feito por ele na UFG. Mas Oliveira realizou inúmeros murais ao longo de sua carreira. Um particularmente interessante é esse, realizado em Palmas, no Tocantins, no Palácio Araguaia. As cenas são de diferentes períodos da história, mostradas em simultaneidade. A cena inicia-se com a igreja e termina com o discurso de comemoração do governador pela divisão do estado de Tocantins. As cenas mostram os personagens em diferentes situações e em contextos e espaços diversos. A obra possui doze metros de comprimento e é uma síntese da história de criação do estado.
Fonte: GOYA, Edna de Jesus. A Gravura Como Meio de Comunicação: Processo de Criação de D.J. Oliveira. Tese de doutorado, São Paulo, 2006.








História do Estado do Tocantins. Acrílico sobre aglomerado, 2,20 x 12 m, 2002.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mais sobre D.J. Oliveira

Ainda sobre a exposição, no MAC (Museu de Arte Contemporânea, localizado na Rua 4, no centro de Goiânia, no Edifício Phaternon Center), intitulada "Modernismo em Goiás e ocupação", que estará até 30 de julho aberta ao público. Consegui fotos das obras com a professora Edna Goya, que assina o texto do catálogo da exposição. Ainda estão expostas gravuras, que estarão aqui em um outro post.

A dama de verde - Óleo sobre aglomerado - 1974 - 145 x 90cm
Os matadores - Têmpera sobre tela - 1976 - 106 x 85 cm

S/título - Têmpera - 1967
Figura humana - Desenho com areia - 1979 - 122 x 93 cm









Verônica II - 1967 - 82 x 66 cm
S/título - Têmpera - 1967 - 99 x 74,5 cm














sábado, 30 de maio de 2009

Projeto sobre restauração do mural de D.J. Oliveira nas escolas


O projeto sobre a restauração do mural da UFG, de D.J. Oliveira, localizado no Prédio da antiga Reitoria, Campus I, da Universidade Federal de Goiás, está sendo olhado com o olhar da licenciatura. Os principais aspectos do projeto são: orientação do professor, para a problemática da conservação; palestras com os professores, nas escolas de ensino básico; elaboraçao e divulgação de material didático para trabalho nas escola e fonte de pesquisa.
Buscamos centrar o trabalho no professor, já que este é um formador de opinião. O projeto, agora, visa chegar aos alunos numa linguagem fácil e acessível. Então, está em construção. Todo o trabalho de pesquisa será acompanhado de ilustrações, originadas do acompanhamento do processo de recuperação da obra. Porém, ainda não se definiu em que modo será apresentado o resultado final. Há a hipótese de ser um vídeo (que pode ser postado no youtube), ou um folheto, num formato de HQ's. As ilustrações serão feitas por mim e já estão em anadamento, faltando apenas algumas definição.

Exposição "Modernismo em Goiás e Ocupação"


Visitei esta exposição, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), nesta semana. Foi muito bom ver a exposição, especialmente depois de tantos contra-tempos, inclusive da tentativa de fechamento do MAC. Foi bastante positivo o museu apresentar uma nova exposição. Para quem quiser ver de perto algumas obras de D.J. Oliveira essa é uma boa oportunidade. Na exposição também há obras de João Câmara, Clovis Graciano, Alfredo Volpi, Cícero Dias, Tarsila do Amaral, Siron Franco, Ana Maria Pacheco, Marcelo Grasmann, Nazareno Confaloni, Maciej Babinsk, Carlos Scliar e Cleber Gouveia. Todas as obras são do acervo do MAC. O texto do catálogo é da profa. Dra. Edna de Jesus Goya, que acompanha o processo de restauração do mural, da UFG, de D.J. Oliveira.